Chico Bruno – Caso Capiberibe: a verdade está vindo à tona

Publicado: 24/11/2010 em Política
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A Folha de São Paulo desde 17 de novembro passado se dedica a desvendar as nuvens negras que pairam sobre o caso da cassação dos mandatos da deputada federal Janete Capiberibe e do senador João Capiberibe, parlamentares do PSB do Amapá, em 2004, acusados de terem comprados dois votos por R$ 26,00 cada, pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Logo depois das eleições de 2002, os dois foram acusados da suposta compra pelo PMDB, interessado nas duas vagas que seriam abertas com a cassação dos dois mandatos.

O Ministério Público Eleitoral não acatou a denúncia e o TRE do Amapá os absolveu.

O PMDB recorreu ao TSE, que reformou a decisão do TRE regional, apesar das evidências de que tudo não passava de uma farsa.

João e Janete recorreram ao STF, que em sessão conturbada, que terminou empatada foi decidida pelo voto do presidente da Corte, que optou por confirmar a sentença do TSE, desprezando o princípio pró-réu.

Mais da metade dos senadores reagiu no plenário do Senado contra a decisão do STF, por achá-la esdrúxula.

Mesmo assim, as duas Mesas Diretoras do Congresso Nacional cumpriram a decisão.

Agora, seis anos depois, por conta da Lei Ficha Limpa, novamente o TSE reforma uma decisão do TRE do Amapá que deferiu o registro de Janete e João.

Janete, que em 2006 havia sido eleita novamente deputada federal com a maior votação proporcional do país, foi reeleita, mantendo o título de a deputada mais votada do país.

João Capiberibe foi eleito senador derrotando novamente o senador que se beneficiou de sua cassação em 2004.

Em meio a esse imbróglio de um raio cair de novo nas mesmas cabeças, surgiu um fato novo.

O operador da farsa montada para cassar João e Janete, que desde 2008 já havia confessado o crime, decide reiterar a confissão pouco antes da eleição desse ano ao MPE.

Sentindo o cheiro de queimado na história que começou em 2002, os repórteres Lucas Ferraz e Rubens Valente, da Folha de S.Paulo remontaram passo a passo o caso a fim de dissipar as nuvens negras que pairam sobre o mesmo.

É tudo tão estranho, que o operador da farsa foi esfaqueado na semana passada, no município de Laranjal do Jarí, o que pode ser um assalto, mas também pode ser um crime de mando.

In loco, a repórter Kátia Brasil, da Folha de S.Paulo, segue pistas para localizar e ouvir as misteriosas testemunhas que incriminaram o casal Capiberibe, através de uma declaração em cartório com o mesmo teor e apenas a troca dos nomes das acusadoras.

Se conseguir seu intento, Kátia conseguirá um furo jornalístico, pois até hoje nenhum jornalista conseguiu localizar as duas testemunhas.

Vale frisar, que a Folha de S.Paulo pode estar perto de desvendar um dos maiores erros da Justiça Eleitoral do país e quem sabe evitar que ele sirva para punir novamente dois inocentes com base na controvertida Lei da Ficha Limpa.

Bem fez o TRE do Amapá, que por estar próximo dos fatos, considerou Janete e João Capiberibe eleitos.

Comentários
  1. Carla Antunes disse:

    Oi pessoal, uma sugestão: vamos fazer um post sobre o Ato Público que ocorreu em frente a prefeitura dia 23 e os motivos que o causaram…
    Ah, e amanhã as 17 hrs vai haver novamente uma reunião na UEAP atrás do cc, em relação ao planejamento do próximo ato que ao que tudo indica terá proporções bem maiores!

  2. Carla Antunes disse:

    * atrás do cca..

  3. Rodrigo disse:

    Recomendo a leitura do livro “De faxineiro a Procurador da República”, do Procurador Manoel Pastana. Ele conta detalhes da noite em que efetuou a diligência na casa do casal Capiberibe. Sim, ele esteve lá e sabe melhor que qualquer a verdade dos fatos.

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